A meridian therapy é um sistema de acupunctura baseado nos clássicos chineses, desenvolvido nos anos 40, que surge como reacção à “modernização” da acupunctura.

A Meridian Therapy surgiu com Yanagiya que procurou aprofundar os clássicos no sentido de tentar recapturar as técnicas e princípios antigos. Yanagiya opunha-se a quem descurava os princípios tradicionais e seguia a modernização completa da acupunctura mas era igualmente critico com os fieis seguidores de praticantes mais antigos que não examinavam os clássicos onde as suas técnicas eram descritas. Defendia, ainda, que os clássicos chineses continham informação mas que não eram infalíveis. Achava que os clássicos deveriam ser examinados com um olhar critico, deveriam ser postos em prática e discutidos entre os praticantes antes da sua prática ser determinada.
Okabe e Inoue e outros colegas que seguiam as ideias de Yanagyia analisaram o “Clássico das Dificuldades” e deram origem a um novo sistema baseado neste clássico, o sistema da Meridian Therapy. Atribuíram este nome porque o enfoque principal era regularizar o fluxo do qi nos meridianos. Embora os quatro diagnósticos mantivessem um papel muito relevante, as seis posições do pulso foram também desenvolvidas. Isto implicava tonificar ou dispersar pontos associados aos cinco movimentos nos membros para regular o qi nos meridianos. Depois desta regulação ir-se-ía tratar os sintomas.

Após a guerra, o govermo da ocupação americana tenta banir a acupunctura e a moxabustão por achar que eram práticas não científicas e não sanitárias.
As diferenças entre os vários acupunctores japoneses desvaneceram-se e uniram-se para defenderem a sua prática.
A lei da prática da medicina tradicional conseguiu passar em 1948. Os praticantes da escola da Meridian Therapy tentaram conquistar território junto da comunidade médica mas confrontaram-se com o facto de não ser reconhecida cientificamente a existência dos meridianos. A quantidade de investigação dos pontos e da sua relação com as doenças era muito diminuta e por vezes muito distante da prática clínica.
Takeyama e outros praticantes da Meridian Therapy desistiram de ter qualquer influência na arena politica e dedicaram toda a sua energia a treinarem os praticantes. Portanto, foram os acupunctores que defendiam a nova abordagem científica que conseguiram exercer influência na educação e prática da acupunctura.
A situação da acupunctura voltou ao mesmo que estava antes da Guerra, sendo prestado maior ênfase no estudo da fisiologia e patologia ocidental do que nos conhecimentos e diagnósticos tradicionais. Os praticantes da Meridian Therapy foram aumentando gradualmente ao longo dos anos mas não na mesma proporção daqueles que defendiam a abordagem científica.
Actualmente, os praticantes da Meridian Therapy são uma minoria, mas com peso. Tem havido um certo desencanto com a abordagem ocidental e ultimamente tem-se voltado a dar mais ênfase à medicina tradicional chinesa o que traz novo interesse na Meridian Therapy como uma abordagem clássica Japonesa com efeitos credíveis.

Shudo Denmei, in Introdution to Meridian

 

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